" É feliz quem a Deus se entrega e orienta seus passos no Senhor! " (sal 1)

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26 de setembro de 2014

A Beleza da Castidade

 É preciso falar mais sobre castidade, porque neste mundo que eleva tanto as paixões desenfreadas, a castidade fica parecendo algo careta, indesejável.
   Mas o que é castidade? Do latim castitas = pureza, integridade. Significa a integração correta da sexualidade na pessoa, ou seja, a unidade entre corpo e espírito. Na verdade, o pecado nos desintegrou. Assim, muitas vezes nossos pensamentos, sentimentos e atitudes não concordam. Somos atraídos por coisas que sabemos que não nos fazem bem e temos atitudes que repudiamos. 
   A virtude da castidade permite-nos amar por inteiro, de todo coração, corpo e alma. Inspira o desejo de guardar-nos para a pessoa amada. Como disse um jovem: “Ainda não sei com quem um dia casarei. Mas não quero trair já, neste momento, a minha futura mulher.” A beleza da castidade é este amor puro, que deseja se doar sem reservas e não aceita migalhas. 
   O casto não tolera vida dupla, mas preserva a integridade de sua pessoa na expectativa de uma doação total.
   O casto tem afetos equilibrados. Invariavelmente, ama a Deus, fonte de todo amor, ama a si mesmo e aos outros. Busca saciar suas carências em Deus e em verdadeiras amizades. Aliás, só quem é casto cultiva amizades profundas.
   O casto conhece a sua natureza pecadora e sabe que precisa dominar-se a si mesmo. Foge das ocasiões de pecado e diz não às curiosidades más. É fiel aos seus valores, aos seus compromissos, mesmo que isso lhe custe.
   Uma história real: o marido de uma honrada mulher foi recrutado para a guerra e deixou a mulher sozinha. Passados dois anos ela ainda não havia recebido notícia alguma dele. Então, notou que diariamente passava em frente à sua casa, um homem que voltava do trabalho e olhava para ela.  Quando ela começou a se sentir tentada, tomou uma atitude: todos os dias, um pouco antes do horário que ele costumava passar, ela rezava fervorosamente diante de uma imagem da Virgem Maria e deixava aos pés da imagem um dos seus sapatos. Ficava então caminhando pela casa com um sapato só. Pensava ela: “se acontecer deste homem se atrever a bater na minha porta e, se neste momento a força da minha virtude falhar e a carência gritar mais alto, ao menos por causa da vergonha de ser vista com um sapato só, não permitirei que ele entre em minha casa.”
  Oh beleza da castidade, quem não te louvará? 
   A castidade é a maior riqueza de um relacionamento. Faz o outro se sentir digno, verdadeiramente amado, seguro. Mas é também condição para nos achegarmos a Deus, pois somente os puros de coração verão a Deus (cf. Mt 5, 8). 
  Jesus quer nos libertar do cativeiro das paixões para provarmos as delícias do Seu amor puro e fiel. 
     Fica o conselho: lutar com todo o coração, todas as forças e toda a inteligência por esse dom precioso. Sabendo que nossos esforços não são suficientes sem a graça de Deus, sem a constância na oração.

                                                                                                                                  Carina Nardello

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