" É feliz quem a Deus se entrega e orienta seus passos no Senhor! " (sal 1)

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13 de dezembro de 2015

JUBILEU DA MISERICÓRDIA

O Jubileu da Misericórdia foi convocado pelo Papa Francisco para ser vivido intensamente em cada Igreja particular, de forma a permitir que todos possam encontrar a misericórdia de Deus Pai por meio da atuante missão da Igreja. O sinal mais evidente deste cuidado pastoral é a possibilidade de as Portas Santas serem abertas em cada diocese. Estas portas, análogas às Portas das Basílicas papais em Roma, permitirão que aqueles que não possam vir a Roma, também realizem a sua peregrinação jubilar.
Portas da Misericórdia
O Ordinário do lugar será o responsável por estabelecer em qual igreja abrir a Porta da Misericórdia, que deverá ser aberta em toda diocese e Eparquia do mundo.  Além da Porta da Misericórdia escolhida pela diocese, os Ordinários diocesanos poderão dispor a abertura de ulteriores Portas da Misericórdia também junto aos Santuários de particular importância, frequentados pelos fieis na respectiva diocese. É importante que a possibilidade extraordinária de indulgência jubilar seja dada a conhecer aos fieis, precisamente como uma oportunidade fora do comum, e portanto vivida como momento particularmente forte para um caminho de conversão. Isto acontecerá também por meio da justa valorização deste especial sinal que é a Porta da Misericórdia.
Abertura das Portas da Misericórdia
Após o início solene do Ano Santo – marcado pela abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro no Vaticano em 8 de dezembro próximo – todas as Igrejas particulares abrirão a própria Porta da Misericórdia em comunhão com a Igreja de Roma dentro da celebração eucarística do terceiro domingo do Advento (Domingo Gaudete). O Papa, de fato, abrirá neste domingo a Porta Santa da Catedral de Roma, ou seja, a Basílica de São João de Latrão. Cada Igreja particular fará a abertura das outras Portas da Misericórdia, isto é, as outras eventualmente individuadas junto aos Santuários, sempre no contexto da celebração eucarística pelo terceiro domingo do Advento, que poderá ser presidida por um delegado do Bispo.
Com a aprovação da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos foi predisposto um rito especial de abertura das Portas Santas, contido no livro “Celebrar a Misericórdia”, o primeiro de uma série de subsídios pastorais para o Jubileu da Misericórdia. A série de volumes, entre os quais o que contém o rito, estão publicados em sete línguas (italiano, inglês, espanhol, português, francês, alemão e polonês). Maiores informações estão disponíveis no site oficial do Jubileu www.im.va.
Igrejas jubilares
Cada uma das quatro Basílicas papais em Roma (São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo fora-dos-muros) tem uma Porta Santa. Estas são igrejas jubilares onde dirigir-se em peregrinação para obter a indulgência, observando as condições estabelecidas. Tradicionalmente também são igrejas jubilares as Basílicas da Terra Santa. No restante do mundo, são consideradas igrejas jubilares a igreja e os eventuais santuários em que o Ordinário local dispor que seja aberta uma Porta da Misericórdia.
No caso de Roma, às quatro Basílicas papais, somam-se três outras igrejas que formam o tradicional itinerário das “sete igrejas”, ou seja, São Lourenço fora-dos-muros, Santa Cruz em Jerusalém e São Sebastião fora-dos-muros. O Jubileu é uma oportunidade para redescobrir este itinerário penitencial deixado aos romanos por São Felipe Neri.
A Diocese de Roma também possui muitas outras igrejas e santuários importantes, meta de peregrinação, e durante o Ano Santo também serão igrejas jubilares, onde se poderá obter a indulgência. Entre estes está o Santuário do Divino Amor e a Igreja de Santo Spirito in Sassia, conhecida como “Santuário da Divina Misericórdia” (próxima ao Vaticano).
Uma vez passada a Porta Santa ou a Porta da Misericórdia - ou que seja verificada uma das três circunstâncias nas quais o Papa Francisco concedeu que se possa receber a indulgência (por exemplo para os doentes, os presos e para todos que realizem em primeira pessoa uma obra de misericórdia), além das usuais condições que requerem um coração bem disposto para que a graça possa dar frutos esperados - os fieis deverão deter-se em oração para cumprir os últimos atos pedidos: a profissão de fé e a oração pelo Papa e segundo as suas intenções. Esta última poderá ser ao menos um Pai Nosso, mas também outras. Em particular, em consideração do espírito próprio deste  Ano Santo, sugere-se a recitação da bonita oração do Papa Francisco pelo Jubileu e de concluir o momento de oração com uma invocação ao Senhor Jesus Misericordioso. (JE)

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